top of page

PAGUE QUANDO DIRIGIR; PAGUE COMO DIRIGIR: SEGUROS PAY PER USE (PPU).

Em setembro do ano passado eu fiz um artigo a respeito disso, indicando naquela ocasião que a Susep (Superintendência de Seguros Privados) autorizara a comercialização dos chamados “seguros temporários” ou de “curta duração”; atualmente a sigla PPU (pay per use) está mais em voga.

Pagar somente quando for dirigir e pagar pela maneira como dirigir. São conceitos que se somam na quantificação do valor do prêmio do seguro. Ou seja, o preço do seguro é calculado com base no quanto você dirige e como você dirige. Neste caso, o sistema avalia as horas e os minutos de utilização. E, no que diz respeito ao “como você dirige”, o sistema, que é gerenciado por inteligência artificial, aprende e registra o seu modo de conduzir, indicando, é claro, se o seu hábito na condução revela um risco mais acentuado ou não.

Há também outra modalidade de seguro que funciona na forma de “assinatura mensal”, como se fosse um serviço de streaming, por exemplo. É um valor fixo mensal que pode sofrer alteração dependendo da forma e do quanto você se utiliza do veículo. Percebe-se que o valor do seguro também pode aumentar ou diminuir, em conformidade com o modo de condução e hábitos gerais do condutor.

Em ambos os casos, vemos que a inteligência artificial utilizada na telemetria (nas medições) veio para ajudar a deixar o seguro cada vez mais personalizado, ampliando as velhas questões que ainda hoje impactam no preço do seguro, como por exemplo, o perfil do condutor. Hoje a precificação do seguro para um condutor jovem, estudante e solteiro, por exemplo, é sabidamente muito maior que para um “jovem senhor”, acima de 30 anos, casado, pai de família. É possível indicar com precisão qual deles tem um perfil mais agravante? Não! Apenas suposição e alguma estatística indicam que o jovem é mais imprudente ou mais inexperiente, talvez. O fato é que, com o sistema do Pay Per Use os algoritmos calculam o perfil com dados reais de utilização do veículo, sem levar em conta o senso comum ou estereótipos.

Há algumas modalidades de seguro nesse novo universo das insurtech que precisam ser “ligados”, ou seja, antes de sair com o carro você deve acionar um dispositivo que começa a computar o tempo e o modo como o veículo será utilizado. E se a pessoa esquecer-se de ligar o seguro? Bom, aí caberá o bom senso e análise do caso concreto. Algumas empresas, visando evitar problemas como esse, ajustaram o sistema para avisar o cliente antes de sair, via mensagem, ou, em alguns casos, são ligado no mesmo instante em que é dada a partida do carro.

Enfim, de tudo o que foi dito, nota-se que são modalidades bem interessantes de seguro e que abrangem uma gama diversa de serviços. Notadamente os mais jovens são os alvos dessas modalidades, pois, segundo relatório Word Insurance Report, de 2020, cerca de 70% da geração dos baby boomers, no EUA, usam smartphones e uma média de 60% usam redes sociais. Já em relação às gerações X e millennials, esse percentual é de 90% e 93% para smartphones e 76% e 86% para o uso de redes sociais[1].

Vimos que os números apontam uma grande quantidade de pessoas das novas gerações se utilizando dos smatphones e mídias sociais para interação e aquisição de serviços.

Abaixo um quadro indicativo de transações realizadas por meio de App´s.


Fonte: Word Insurance Report, 2020.

No Brasil isso não é diferente e a pandemia de Covid-19 demonstrou uma necessidade de as empresas melhorarem seus meios de contato e também fomentou novas formas e produtos para atender esse consumidor que, atualizado e informado, busca nas redes sociais, na mídia eletrônica e nos serviços de mobile não apenas novos produtos e serviços, mas novas formas de interação.


Quer saber mais? Vejam sites de algumas empresas:


 
 
 

Comentários


© 2020 por Ezequiel Schukes Quister 

bottom of page